domingo, 30 de outubro de 2011

Políticamente correto














Nos dizem as Sagradas Escrituras que pecamos por "pensamentos, palavras e obras". Bem, eu iria para o inferno quando morrer, se não cresse na Misericórdia Divina que nos garante perdão para nossas fraquezas, naturais de nossa condição humana. Sou pecador, assumo, e me esforço ao máximo para não errar, para não julgar, para não discriminar, pois creio piamente no direito inalienável de todo ser humano, pensar, sentir, acreditar, viver de maneira diversa da minha crença.
Mas Deus é testemunha de quanto isto tem sido difícil ultimamente.
Quando eu era adolescente anos atrás, demonstrações de "carinho" mais ousadas em público, entre casais heterosexuais, eram abominadas por todos. Se quisessem se "amassar" que o fizessem longe do público. Palavras, brincadeiras ou "toques" com conotação sexual então, nem pensar. Podia dar cadeia!
Não sou puritano, nem assexuado, afirmo de antemão, mas creio que o respeito pelo outro deva ser sempre observado.
Hoje vivemos uma situação diversa. Crianças não podem ser repreendidas pelo professores, sob pena de processo contra o "mestre infrator", mesmo que ele corra risco de vida (quantas notícias sobre agressões contra professores temos visto recentemente?), bandidos confessos e reincidentes reclamam de "maus tratos" pela polícia, e clamam por "seus direitos" ao serem presos, pedindo a punição de seus captores, afinal "são vítimas de nossa sociedade injusta..."
Bem, o mundo é injusto, pois foi feito por humanos, e faz parte de nossa condição sermos assim, o que não deve ser tomado como lenitivo. A culpa é nossa e não apenas do governo, do vizinho, do chefe, da empresa, do "outro". "Eu sou santo, o problema são os outros!" Já assumi no início do texto: sou pecador! Mea culpa, mea máxima culpa!

Se partimos do princípio do respeito pelo outro, isto vale para ambos os lados. Não toleramos manifestações "arrojadas" de carinho em público entre heterosexuais, seja através de ações ou palavras: carinhos em áreas herógenas, palavreado inapropriado para o ambiente, etc. Porque devemos aturar isto quando trata-se de homosexuais? O problema não se resume a ser homo ou heterosexual, a questão é o príncípio: há coisas que fazemos ou falamos apenas quando estamos em casa, em lugar privado, ou, se queremos "um pouco mais de emoção" fazemos em público, mas disfarçadamente, enquanto ninguém nos observa! Ora, vale a pena correr alguns riscos na vida!
Mas descaradamente, despudoradamente, acintosamente é outra história! E as pessoas estão com medo de reclamar, de repreender, de discordar, afinal, "é preconceito"! Se eu der um "pega" em minha esposa, ou ela em mim em público, posso ser punido, ou até preso por "atentado ao pudor". Quando se trata de homossexuais todos ficam temerosos, pois afinal a transgressão pode virar-se contra você!
Volto a dizer, não se trata de problema de opção sexual, homo ou hetero, e sim de respeito pelo outro. Algo mais ou menos assim: sabemos que flatulência acomete todos os humanos, nem por isto é natural aliviar-se públicamente!
Francamente!  

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