segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Novela das 9h:tem certeza?




Cena de Don Giovanni



Estou lendo um livro interessantíssimo. Trata-se do “Queda de Gigantes” de Ken Follett. É um épico que contará a história do século passado. Digo contará, pois apenas o primeiro volume da trilogia está nas livrarias. Os 2 subseqüentes pelo que fui informado, ainda estão sendo escritos.

Não sei por que muitas vezes abdicamos de uma ótima e instrutiva leitura para assistir TV. Alguns diriam que “são estórias muito chatas essas contidas nos livros”.

O livro de Ken Follett possui todos os ingredientes das novelas: amor, poder, paixão, ambição, traição, dinheiro, sexo, interesses escusos, porém é história e não estória. Alguns dos personagens existiram na realidade e as tramas principais são nossas velhas conhecidas, tais como a 1ª guerra mundial, revolução bolchevique na Rússia, casamentos de reis e rainhas etc. Há um trecho no livro que se passa em um teatro, enquanto os personagens assistem a uma ópera: Don Giovanni de Mozart. Algum outro amigo do Lula Molusco (aquele do desenho do Bob Esponja...) diria: “ahh, isto é coisa de burguês; porque não vai assistir o rebolation?”

“isto é coisa de burguês; porque não vai assistir o rebolation?”

Bem, até o Lula Molusco iria se surpreender com a história de Don Giovanni. Trata-se de uma ópera bufa, ou seja, comédia, que conta a estória de um “pilantra” que “traça” todas as mulheres que aparecem a sua frente. De muito bom gosto sem ser apelativo como o “Zorra não sei o que, ou a Praça não sei das quantas, ou Escolinha não sei de quem”, pois não ofende nossa inteligência e a música...ahhh a música... só foi composta por Mozart.


Mozart? Compunha muito mal. Prefiro Rebolation: é muito melhor!
Já havia assistido a trechos desta ópera, mas nunca inteira, até domingo passado. Tenho o DVD e tirei umas boas horas ontem à tarde para vê-la. Primorosa, e uma prova de que não há limites para os gênios. Conseguir transformar uma estória banal, que nas mãos de outro compositor menos talentoso tornaria-se algo fútil, em uma obra prima reconhecida há mais de 200 anos. E ainda perdemos tempo assistindo novelas!
 Engana-se quem julga que ópera é coisa “chata”, maçante, sem tempero. Além de serem estórias lindíssimas, falam dos mesmos assuntos que as novelas, só que sem comercial e a “ousadia” fica em nossas cabeças, forçando-nos a exercer a imaginação. Com os livros dá-se o mesmo: Queda de Gigantes consegue nos prender com sua trama parte real parte fictícia! Se todos os professores de história fossem iguais ao autor deste livro, com certeza os alunos teriam mais interesse nas aulas!

Ambos (o livro e a ópera) são garantia de diversão!

Segue “palhinha” com 2 trechos da ópera: final do primeiro ato quando Don Giovanni dá uma festa como pretexto para se aproximar e “abater” mais uma de suas “vítimas” que trata-se de uma camponesa no dia de seu casamento, e o final da ópera, quando o fantasma do comendador vem condenar o mulherengo Don Giovanni pelos pecados cometidos contra tantas donzelas indefesas enganando-as para possuí-las. O tema é muito diferente nas novelas? 
























Um comentário:

  1. Eu adoro ópera! Principalmente as de Mozart...mas...): tenho que confessar... também adoro uma novela!!

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Praça do Mercado.