sábado, 20 de novembro de 2010

Libelu e o PT















Li hoje no site do Estadão uma matéria que me fez voltar ao final dos anos 70 início dos 80.
O título da matéria é: "No dia em que recebe Dilma, PT volta a criticar mídia e pede democratização".
No corpo do artigo há uma frase que me chamou atenção:


 "No primeiro encontro da presidente eleita, Dilma Rousseff, com o Diretório Nacional do PT, o partido ressuscitou a tese da regulação de conteúdo da mídia. Ao final da reunião, nesta sexta-feira, 19, o PT aprovou resolução propondo a "democratização da comunicação" e "um debate qualificado acerca do conservadorismo" nos meios de comunicação e na sociedade". 
(O grifo e sublinhado são meus). 

Invasão Puc anos 70 - Foto em frente ao TUCA

Bem, quando era aluno da PUC-SP no final dos anos 70, havia uma corrente no movimento estudantil brasileiro chamada Libelu (Liberdade e Luta). As pessoas que participavam desta corrente eram fáceis de serem identificadas, primeiro pela vestimenta, pois todos pareciam haver saído diretamente do concerto de Woodstock para a universidade sem passar em casa antes para se trocar, e pelo linguajar característico: falavam muito e não diziam absolutamente nada (gente... daí...precisamos aprovar uma moção de repúdio a esta situação insustentável, daí... gente... não dá para a gente... aturar... então gente... ou tomamos uma posição em bloco...ou gente... vamos ficar mais uma vez chupando o dedo... daí...).

"saindo diretamente do concerto de Woodstock para a universidade"
  
Eu e os colegas de sala, quando o pessoal da Libelu pedia licença para o professor afim de "passar um comunicado e tirar uma posição" da classe, ficávamos marcando quantas vezes o infeliz falava "gente", "daí" e haviam também outras palavras que eram constantemente utilizadas, mesmo que significassem absolutamente nada no contexto da explanação.
"Tirar posição da classe", "aprovar moção" de alguma coisa, na maior parte das vezes era contra alguma coisa, propor uma discussão ampla e democrática, englobando todos os representantes da comunidade universitária (alunos, professores e funcionários) era a praxe.
Quando terminava a explanação do cidadão, trocávamos nossas informações: foram em 10 minutos de fala, 78 "gentes", 59 "daís" e por aí afora. Mas o mais interessante era a pergunta que todos nos fazíamos: afinal alguém entendeu o que eles quiseram dizer com, "aprovar uma resolução propondo a democratização da comunicação e um debate qualificado acerca do conservadorismo nos meios de comunicação e na sociedade" por exemplo?

Aonde eles querem chegar? Afinal qual é a proposta da Libelu para este tema? O que eles pensam? 
Invariavelmente eles não pensavam nada, apenas queriam propor a discussão por si, só. Chegamos a perguntar para o infeliz uma certa vez qual a razão daquela "proposta de discussão", o que estava errado e aonde queriam chegar, e ele simplesmente não conseguiu nos responder e ainda ficou bravo! Ou seja, a "proposta de discussão" era apenas porque alguém dentro da Libelu acordou de manhã e pensou: que fato novo vamos criar hoje para tumultuar a universidade?
"que fato novo vamos criar hoje para tumultuar a universidade"?

Bem, muitos dos antigos integrantes da Libelu hoje estão no PT, talvez por isso a frase característica no encontro do partido conforme noticiado no Estadão:

 "Aprovar uma resolução propondo a democratização da comunicação e um debate qualificado acerca do conservadorismo dos meios de comunicação da sociedade".










Alguns membros da Libelu: Palocci, Gushiken e Luis Favre, ex da hoje senadora eleita Dna. Marta Suplicy

O que significa isto? O que querem dizer? Aonde querem chegar? Estão partindo de quais premissas? O que estão insinuando e não querem falar abertamente?  Falam, falam e não dizem absolutamente nada. Escondem propositadamente o que está por trás, não falando abertamente. É para a sociedade menos esclarecida não entender?

O PT continua na década de 70. O tempo não passou para eles (eles não se olham no espelho para não serem contrariados), haja visto seus ídolos todos da época da guerra fria (inclusive as idéias) tais como Che Guevara, Fidel, e os seguidores dessas idéias atualmente, na Venezuela, Bolívia e Paraguai. Embora estejamos no século 21 acho que o Brasil está caminhando como rabo-de-cavalo, para trás e para baixo!
Espero sinceramente estar enganado!

Rabo de cavalo é bom ficar para baixo, pois quando levanta-se sabemos o que esperar!


4 comentários:

  1. Anônimo11:12 AM

    O texto pareceu-me superficial e equivocado em alguns aspectos: Estendeu-se exageradamente a uma contabilidade preconceituosa e típica de bixos que não viram, não leram e não gostaram; pecou pela desinformação sobre o assunto abordado; colocou como heróis da Libelu duas lideranças que nunca se coadunaram com o trotskismo (Che e Fidel).

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  2. Ander8:49 AM

    Sobre o comentário do Sr. Anônimo:
    Obrigado pelo comentário. Não discordamos da essência do artigo, pois ambos cremos piamente que a liberdade de expressão de nossas opiniões são direitos inalienáveis, mesmo tendo visões distintas sobre o tema. Viva a liberdade e a democracia!

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  3. Anônimo3:09 AM

    Muito mal escrito e impreciso ao extremo.

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  4. Obrigado sr. anônimo,
    Peço-lhe que reescreva-o com toda sua sabedoria. Mais uma vez, graças a Deus vivemos em uma democracia!

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Praça do Mercado.