domingo, 17 de outubro de 2010

Porque não voto no PT - Parte IV


A era FHC – Consolidação do Real / estabilidade / Comunidade Solidária


Na minha percepção, este é o momento da ruptura. Fernando Henrique Cardoso havia participado da maioria, senão de todos os eventos pró democratização e em muitos deles, com o Lula ao seu lado.













O PT começa a detratar o Plano Real e seus idealizadores. Quando FHC candidata-se à Presidência da República, o plano passa a ser na visão e discurso petista, mais um plano eleitoreiro, e as críticas deste partido avassalam por todos os cantos, principalmente porque Lula era candidato novamente, e se autodenominava “A oposição”.
PT afirmava que o Plano Real tinha objetivos meramente eleitorais e na realidade iria empobrecer mais ainda o trabalhador
O partido perdeu as eleições novamente e continuou legítimamente, e com auxílio da imprensa a denunciar escândalos durante a era FHC. O PT já era um partido grande com muitos filiados, algumas prefeituras, governos de estados e muitos representantes no legislativo. Eu mesmo havia, infelizmente, dado meu voto a alguns legisladores petistas. Ainda era possível acreditar no partido e em suas intenções, não obstante seu discurso radical de esquerda com o qual nunca concordei.

Transcorre o primeiro mandato de FHC e o Plano Real se mostra forte apesar da torcida contra. A economia, apesar da má conjuntura internacional, consegue sair-se muito melhor do que já havíamos vivido nos inúmeros planos que antecederam o real (Bresser, Cruzado, Cruzado Novo e outros...). O PT diminui seu ímpeto em questionar o Plano Real, mas continua batendo em outras frentes, e tudo isto de maneira legítima, e com o auxílio da imprensa.
Ao término de 8 anos de governo Fernando Henrique, a economia estava forte, os alicerces que haviam sido lançados, resistiram aos vendavais do mercado, e o Brasil não havia soçobrado.










Obviamente, sentimos os efeitos das crises asiática, mexicana e russa, mas não afundamos como em outras vezes. O dólar às vésperas da 1ª eleição de Lula, bate próximo à casa dos R$ 4 para US$ 1, nítidamente pelo medo do mercado com a possibilidade efetiva da eleição de Lula e conseqüente incerteza sobre quais rumos a economia tomaria sob um eventual governo petista, e não por problemas econômicos do país. A Dona Ruth Cardoso havia lançado o programa Comunidade solidária, que se tornou o início de um processo de inclusão social não clientelista. Nas palavras do “Portal do Voluntário” (http://portaldovoluntario.org.br/blogs/54354/posts/1953), “O Comunidade Solidária rompeu com a cultura clientelista no combate à pobreza. Deu nova feição às políticas públicas, enfrentando a pobreza de forma mais abrangente, com projetos de educação, trabalho, saúde, saneamento”.










Final de governo FHC, o PT havia aprendido após perder tantas eleições presidenciais que o discurso não podia ser radical, e que era preciso estabelecer alianças para poder chegar ao poder. Inicia-se a fase “Lulinha paz e amor” e o discurso radical é amenizado, visando obter apoio popular. Havia uma insatisfação no país com o desemprego (em grande parte culpa das crises mundiais recentes), a distribuição de renda que ainda não se fazia sentir, principalmente porque os programas sociais do governo FHC não queriam “dar o peixe” e sim, “ensinar a pescar”. E aprender demora mais tempo e cansa mais. Não nos esqueçamos que o próprio Lula afirma para quem quiser ouvir que "ler dá sono". Que exemplo ele pretende passar para a sociedade e para nossos filhos?





Nenhum comentário:

Postar um comentário

Praça do Mercado.