sábado, 16 de outubro de 2010

Porque não voto no PT - Parte III


O mundo não é cor-de-rosa só porque temos eleições...


Bem, a censura acabou, os jornais não precisam mais publicar poemas ou receitas no lugar das notícias que interessam a todos (o Estadão hoje em 2010 está sob censura ... e no governo do PT! ).


Infelizmente Tancredo Neves não chega a ser empossado e morre, assumindo em seu lugar a figura nefasta do Sr. Sarney, coronel maranhense. Com isto, de repente, o que unia a oposição que era a luta pelas liberdades democráticas, após a edição da nova constituição, deixa de existir e os partidos outrora reunidos sob um desejo comum, representando uma nação, entregam-se a interesses grupais. Legitimamente todos eles desejam o poder, desejam governar, e é para isso que existem os partidos políticos. Porém esses partidos se perdem em acusações mútuas. Antigos colegas de trincheira contra a ditadura tornam-se adversários, e o PT é uma oposição ferrenha.




 







O Sr. Sarney com seu plano cruzado, nos leva para o buraco, a corrupção grassa em todas as esferas do governo e o PT principalmente é o maior denunciador, exercendo de maneira impecável e com o auxílio da imprensa, seu dever inalienável de contestar e denunciar os acordos feitos na calada da noite, a compra de votos, subornos, propinas etc. Na primeira eleição direta para presidente que ocorreu no final de 1989, o PT legitimamente concorre tendo como candidato o inexperiente político Lula. Ele nunca havia assumido nenhum cargo executivo, apenas como deputado federal por SP. Fora isto tinha tão somente a experiência, muito boa por sinal, de influente líder sindical e de operário metalúrgico. Era pouco, segundo o entendimento da sociedade para dirigir um país com os problemas que o nosso apresentava, por isso foi preterido pelas urnas a favor de outra figura nefasta, o Sr. Collor de Melo.

Nesta época o PT ainda era um partido de ideais e desempenhava brilhantemente seu papel de oposição, denunciando as “falcatruas” do Planalto. Era um partido limpo, crível, um pouco demais da conta radical, mas confiável. Usou com todo o direito, a imprensa para “botar a boca no trombone” contra os políticos corruptos, enganadores, mentirosos. Maluf, Sarney, Collor, Renan Calheiros, ACM, e outros que o digam (os que ainda estão vivos...). Denunciou e participou da articulação, juntamente com outros partidos e organizações da sociedade, que felizmente arrancou o poder das mãos de Fernando Collor, tornando-o inelegível.










 Assume em 1992 o vice de Collor, o Sr. Itamar Franco. Após tanta bandalheira cometida na era Collor, o Sr. Itamar faz um governo brilhante, e reconduz o Brasil, aí sim, “como nunca havia antes acontecido na história recente do país” aos trilhos da estabilidade econômica através do Plano Real, conduzido pelo Ministro FHC.











Nenhum comentário:

Postar um comentário

Praça do Mercado.