domingo, 2 de agosto de 2009

Tom Jobim

Quem me conhece, sabe que sou fã incondicional de Tom Jobim e conseqüentemente da Bossa Nova. Ele foi um compositor dotado de dom inigualável. Em minha opinião poucos músicos brasileiros atingem sua estatura. No dia 13 de julho, redigi uma postagem comemorando mais um aniversário da Revolução Francesa (14 de julho). Nela fiz uma referência a uma música do Tom, chamada Chansong, que fala de alguma maneira sobre a França. Esta música não me era muito conhecida, até que, ao comprar um CD do mestre a descobri, e esta passou a ser uma das minhas favoritas. Não tanto pela beleza melódica, afinal ele compôs músicas memoráveis cujos temas são conhecidos mundialmente, mas muito mais pela forma como ele trabalhou a construção melódica para os propósitos da letra. Vou tentar explicar: ele inicia com uma melodia típicamente carioca, que me lembra o mar, a brisa, a praia de Ipanema, como se estivesse no Rio de Janeiro. Esta é a introdução. Em seguida com o início da letra que foi feita originalmente em inglês, ele já chegou em Nova York e está sendo entrevistado pela imigração. Coisa chata e estressante esta, não? Neste trecho, a melodia fica "travada", ou seja, difícil de entender para onde ela irá, como o "tema" será resolvido, com muitas dissonâncias. Ele chega ao hotel e tem ainda que participar de um coquetel, embora esteja cansado da viajem. Já no coquetel seu amigo lhe apresenta uma dama (Glória), e a partir daí a melodia se transforma em um "hino" à beleza, ao amor, à Paris, à sensualidade. Aqui segue uma interpretação minha (fiz esta gravação em minha casa em meu piano digital em outubro/2007) desta pérola Jobiniana, e de "lambuja" segue também, "Eu sei que vou te amar", outro hino ao Amor do nosso Antonio Brasileiro.

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