domingo, 19 de julho de 2009

Estética: A natureza do belo



O que é belo? Como definir algo belo? O belo é igual para todos?
Bem, não sou filósofo, mas estas perguntas me intrigam. O belo está diretamente ligado a lógica e a ética, portanto nossas experiências de vida, nossos valores, influenciam nosso julgamento sobre o que seja "belo". Por isto muitas vezes discordo visceralmente de alguns críticos de arte, pois eles julgam segundo seus próprios conceitos e pré-conceitos que não são necessariamente iguais aos meus. O belo me emociona, me faz sonhar, me faz "viajar" muda minha relação com o objeto de arte e com o mundo. Eu me aproprio de uma parte de sua essência, e transformo esta percepção, algo intangível, em algo que faça sentido em meu repertório de vida, e aquilo me modifica e é modificado por mim. Algo como uma música: o que o músico sentia e pensava no momento de sua composição? Nunca saberei, mas a música que eu ouço gera uma torrente de sentimentos, reacende lembranças e me faz feliz ou triste. A música é a mesma que qualquer outra pessoa escuta, mas para mim ela passa a ter um significado diferente do que tinha quando criada pelo compositor. Ou seja, ela "me modifica" e eu "a modifico". O belo muda nossa relação com o mundo e conosco. Esta é a essência da arte. Alguns artistas tem um dom excepcional para retratar o belo (dentro de meu conceito de beleza).Seja na música, na pintura, escultura, ou, mais recentemente (1800 para cá) na fotografia.
Descobri um site na web de um fotógrafo francês, chamado Jean François Rauzier . Não são meras fotografias, pois elas transmitem uma mensagem...pelo menos para mim. Há tecnologia "embarcada" também nas fotos, pois ao escolher uma delas, você pode aproximá-la tanto ao ponto de "parecer estar fazendo parte da cena". Há um mistério nas fotos, uma reflexão... as fotos não são um "fim em si mesmas". Elas continuam em nossa memória gerando idéias, sensações, conjecturas. Isto para mim é belo. Isto para mim é arte!

http://www.rauzier-hyperphoto.com/category/galeries/

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Queda da Bastilha 14 de julho



Ahhhhhh, Paris à l'été! La musique, le parfum, l'amour dans l'air ...

Até o nosso brasileiríssimo Tom Jobim falou de Paris em uma música belíssima chamada Chansong. Na realidade ele fala de Paris na música por acaso... Eu imagino pela letra da música ele falava de uma mulher. Conheceu-a em New York: "When I arrived in New York, the immigration officer asked me..." Ele conta que cansado após uma viagem até lá (creio que partindo do Brasil) teria ainda que participar de um cocktail "late that afternoon". Meio desanimado com a idéia, ele "leva a melodia meio arrastada e dúbia" até o momento em que lhe é apresentada "Glória" (...may I introduce you to Glória...). Bem, daí para frente a música é outra e as referências a Paris e a França são muitas e insinuam... romance.

Mas a Paris da Revolução Francesa não foi nada romântica, pois para proclamar a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, dar fim a monarquia absolutista sob o lema "Liberté, égalité, fraternité" que até hoje influencia nossa vidas aqui no ocidente, muito sangue correu. Minha reverência ao povo que naquela época (com infinitamente menos informações do que temos hoje) tomou nas mãos as rédeas de seus destinos e com coragem rebelou-se contra a tirania, o preconceito a servidão e a miséria!

Como é que pode? Duas coisas tão antagônicas?

domingo, 12 de julho de 2009

É permitido ser "gente"!






Ouvi outro dia uma história surreal: funcionários do Wal-Mart aqui de São Paulo (não sei se só daqui, nem ao menos se a história não é "estória"), devem obrigatóriamente seguir uma política imbecil, não sei se do RH da empresa ou da direção, que se chama algo parecido com a "política dos três metros". Ela preconiza que nenhum dos empregados pode dar mais que 3 passos dentro das lojas sem sorrir. Até então era uma "estória", mas agora no site do Estado de São Paulo de hoje, 12 de julho, li algo idêntico acontecendo no Japão(prova de que a imbecilidade é contagiosa). Para não dizerem que estou mentindo, aqueles que quiserem podem consultar diretamente a fonte:

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,computador-vai-fiscalizar-sorrisos-de-funcionarios-de-trens-no-japao,401631,0.htm

Será que estes "seres" não percebem que gente não é máquina? Será que entendem que as pessoas "normais" ficam tristes, sentem dor, se emocionam, se distraem, se ocupam e se preocupam também?
Alguns profissionais de RH em breve vão comparecer (alguns apenas porque "virou moda") a novos seminários sobre a "terapia do sorriso". Já imagino o nome dos eventos:
"Agregando valor ao seu produto/serviço: O sorriso de seu empregado como diferencial competitivo no novo milênio".
Façam-me o favor! Bom atendimento, cordialidade e educação, não significa usar uma máscara! Os processos seletivos existem para contratar pessoas com todas as suas emoções, carências, deficiências e qualidades. Se não querem isto, economizem o dinheiro gasto com seleção e contratem robôs!

sábado, 11 de julho de 2009

Mais Música



Esta quem descobriu no YouTube foi minha espôsa. A tecnologia é uma coisa impressionante. Uma das mais conhecidas obras de J.S. Bach, a Toccata e Fuga em Ré Menor, aparece neste "vídeo" como se fosse uma nova forma de "notação musical". A comparação é meio forçada, mas é cabível. As frases ficam nítidas mesmo para os não iniciados em leitura musical. As cores além de separarem o que é mão direita, esquerda ou pedaleira, mostra o timbre das notas que são executadas: cores mais escuras, notas mais graves; mais claras, agudas. Dá para perceber inclusive a duração de cada nota (representadas por pontos ou traços). Só assistindo!

Feriado Chuvoso

Memórias
Aproveitei o sábado chuvoso, para organizar minhas coisas. Este trabalho "silencioso" permite achar coisas que há tempo não víamos. Comprei há algum tempo atrás um DVD "Concert for George", gravado na Inglaterra, com a participação de famosos músicos que tiveram a oportunidade de conhecer e trabalhar com George Harrison. Não acho que a morte (embora triste) deva nos abater e tirar de nós a alegria de viver e de lembrar os bons aspectos da personalidade de nossos ente queridos que "já partiram". Este show no Albert Hall é uma celebração a genialidade do músico George Harrison, e ao seu bom humor, haja visto a participação especial do grupo Monty Python, de quem o ilustre compositor e músico era fã (fiquei sabendo disto quando comprei o vídeo). Vale a pena consultar o vídeo no You Tube, quando a troupe de comediantes homenageia o Ex-Beatle. Ótimo senso de humor!


Aliás segue também a letra das duas músicas que o grupo canta: "Sit on my face" e "The Lumberjack".
The Lumberjack
I'm a lumberjack, and I'm okay.
I sleep all night and I work all day.
MOUNTIES: He's a lumberjack, and he's okay.
He sleeps all night and he works all day.
BARBER: I cut down trees. I eat my lunch.
I go to the lavatory.On Wednesdays I go shoppin'
And have buttered scones for tea.
MOUNTIES: He cuts down trees. He eats his lunch.
He goes to the lavatory.On Wednesdays he goes shopping
And has buttered scones for tea.
He's a lumberjack, and he's okay.
He sleeps all night and he works all day.
BARBER: I cut down trees. I skip and jump.
I like to press wild flowers. I put on women's clothing
And hang around in bars.
MOUNTIES: He cuts down trees. He skips and jumps.
He likes to press wild flowers.He puts on women's clothing
And hangs around in bars?!
He's a lumberjack, and he's okay.He sleeps all night and he works all day.
BARBER: I cut down trees. I wear high heels,
Suspendies, and a bra.I wish I'd been a girlie,
Just like my dear Papa.
MOUNTIES:]He cuts down trees. He wears high heels,
Suspendies, and a bra?![talking]What's this? Wants to be a girlie?!
Oh, My!And I thought you were so rugged! Poofter!...
[singing]He's a lumberjack, and he's okay.
He sleeps all night and he works all day.
He's a lumberjack, and he's okaaaaay.
He sleeps all night and he works all day.
Sit on my face
Sit on my face and tell me that you love me,
I'll sit on your face and tell you I love you, too.
I love to hear you o-ra-lize,When I'm between your thighs,
You blow me awaaay. Sit on my face and let my lips embrace you,
I'll sit on your face and then I'll love you tru-ly.
Life can be fine if we both sixty-nine,
If we sit on our facesIn all sorts of placesAnd play...'till we're blown awaaaaaaaaaay.