sexta-feira, 14 de julho de 2006


217º Aniversário da Revolução Francesa
Apesar de nossa vergonhosa derrota para a França durante a Copa de 2006, e a simples menção da palavra França nos causar espasmos, havemos de reconhecer que essa data especial, 14 julho, influenciou de maneira indelével nossa vida moderna. Liberté, Egalité, Fraternité. Esse movimento teve o poder de mudar a face do mundo em que vivemos.
Em uma data como essa, aprendendo com a história, não posso deixar de me lembrar de nosso Digníssimo Presidente Lula. Em mais uma de suas infelizes declarações à imprensa, disse recentemente que “era melhor governar para os pobres, pois pobre não reclama, não tem dinheiro para fretar ônibus para ir à Brasília protestar...”. Isso me lembra Maria Antonieta que às vésperas da Revolução, ao receber a notícia de que a população não tinha pão para se alimentar, irritada tal como o nosso Presidente em função da desmesurada reclamação falou: "-Que comam brioches". Bem, o Sr. Lula não nos mandou comer brioches mas vive nos sugerindo coisas piores. Ainda bem que os tempos são outros, pois senão poderíamos mandá-lo para o mesmo lugar onde os franceses mandaram sua Rainha.

Livros de Auto-Ajuda - Parte VII ou, "A Ideologia de nosso tempo"

Sutilmente a ideologia se apodera de nossas entranhas, tal como um tumor silencioso que corrói nossas carnes. E ficamos doentes e não sabemos porque. Jovens, adolescentes e adultos se suicidando pelo mundo afora pois a pressão, a competição pelo sucesso pessoal para muitos é insuportável. Coreanos, e japoneses que o digam.
Alguns de nós estão de tal forma impregnados pela ideologia, que em um processo mimético a personificam, dando à mesma uma face adorável, no sentido de adoração, (ponto para ela), tal como os antigos deuses que Moisés ao descer do Monte Sinai com as Tábuas da Lei aboliu por ordem do Deus Único: -Não criarás imagem e não terás outros deuses diante de Mim”. Os novos deuses não são na realidade deuses, são diferentes representações do deus Ideologia.
Esportistas, modelos, cantores, escritores, pastores etc. que emprestam suas faces à ideologia vigente, enfim uma face para cada tipo de consumidor: os que apreciam esportes, os intelectuais, os casuais, os “crentes”, os musicais e assim por diante, mas todos nos vendendo o “mesmo valor” ou o mesmo deus: o deus sucesso!
O próprio Deus foi incluído nessa jogada, afinal Ele “vende bem” e o deus mercado numa estratégia de marketing bem elaborada (isso se chamava ludibriar), se aproveitou.
Criou ícones para todas as denominações e suas “bênçãos” são vendidas nas esquinas. Há os ícones evangélicos, católicos, todos embalados pelos últimos sucessos do mundo Gospel, muita dança, luzes e som, quanto mais alto e agitado melhor. Desta forma podemos usar nosso livre arbítrio não só escolhendo entre Nike ou Adidas, Phillips ou LG, mas também quanto à “marca” de nossos ícones divinais. Não trata-se de julgamento sumário, mas sim constatação do poder avassalador desta força invisível.

quinta-feira, 13 de julho de 2006



Hoje é o Dia do Rock
Admirador que sou da boa música, não poderia me esquecer de homenagear aqueles artistas que com sua criatividade, forjaram uma geração. Não será possível lembrar de todas as bandas, mas ao menos aquelas que mais admiro: Beatles, Pink Floyd, Emerson Lake and Palmer, Yes, Genesis... Parabéns a todos eles e agradeço pelos sonhos que me propiciaram viver enquanto os ouvia durante minha adolescência, e as recordações que guardo comigo hoje.

Livros de Auto-Ajuda - Parte VI, ou "A Ideologia de nosso tempo"


Notícia veiculada na internet, no site do Terra de 05/07/2006 (http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1061410-EI306,00.html) dá conta que um casal ex-freqüentador da Igreja Universal, reclama na justiça ter vendido bens , como apartamentos e carros, em troca de prosperidade financeira que não foi alcançada.
Essa informação em minha opinião reafirma a convicção de que, na ânsia de obter sucesso, alguns tentam ludibriar o próprio Deus, pois acreditam que Ele ficaria numa “sinuca” não nos ajudando, uma vez que “demos tudo” e essa é a Sua promessa (de acordo com aqueles mesmos “donos das igrejas”).
Ofertamos o máximo portanto merecemos em troca o máximo, essa é a lógica. Há uma frase que já vi em alguns carros que afirmam: “Não sou Rei, mas sou filho do Rei”, ou “Não sou dono do mundo, mas sou filho do Dono”. Essa é a lógica das igrejas que propagam a “Teologia Econômica”, onde sempre apresentam frases que demonstram posse ou status adquirido em função de bens materiais.
No livro “Ideologia da Sociedade Industrial” seu autor, o filósofo francês Herbert Marcuse, afirma que: “A ideologia é mais presente, exatamente quando não notamos sua presença”.
Eu não estava notando sua presença quando escrevi os primeiros artigos, porém, na tentativa de escrever os seguintes, faltava algo que unisse os textos anteriores como algo contínuo, um amálgama. Não estava vendo o edifício, e essa é uma característica da ideologia, pois nos confunde e imaginamos estar vendo uma coisa e na realidade estamos vendo outra, e concentrado no “tijolo” eu não via a “parede”.
Mais uma vez a Gestalt implacável não me permitia ter a visão do todo através da parte.
Mas aí está o amálgama que dá forma ao edifício, cujos livros de auto-ajuda não passam parte de sua composição.
A ideologia subjacente em nossa sociedade de consumo nos leva a busca ansiosa pelo sucesso pessoal, muitas vezes a qualquer preço. Julgamos alguns povos antigos como bárbaros em função de sua violência, falta de cultura e da forma como tratavam seus semelhantes. A ideologia que permeia nossas relações criou sutilezas que nos fazem crer que hoje é diferente do praticado pelos nossos ancestrais. Ser competitivo, arrojado, inovador, empreendedor, é a tradução de algo que na história antiga deveria chamar algo como conquistar, aniquilar, escravizar, destruir. Antigamente era o inimigo, hoje é a concorrência. Antigamente era o escravo, hoje é o empregado. Antigamente eram as corporações de ofício, hoje são os grandes conglomerados multinacionais e nós como um rebanho de ovelhas, a antiga “turba romana”, mudamos nosso status para consumidores.

Matar a galinha dos ovos de ouro?


A grande “sacada” dos partidos de esquerda no Brasil, e aí falo dos profissionais que compõe seus quadros e não dos românticos que entram sem perceber a ideologia subjacente nos discursos, é que o capitalismo se sustenta quando há riqueza, consumo de bens e serviços e pleno emprego, portanto, a esquerda tem que combater toda e qualquer iniciativa que leve à concretização deste anseio geral, pois caso isso ocorra, os profissionais deste ramo (os políticos e militantes) ficarão desempregados por falta de bandeiras “sociais” para lutar. Por isso dão os R$ 100,00 mensais, para manter a ignorância a pobreza e a eterna gratidão do povo. Qual a diferença do voto em troca de uma dentadura e da concessão de R$ 100,00 mensais a título seja lá do que for? É apenas a ideologia subjacente. Ao MST não interessa que a reforma agrária ocorra, pois se ela caminhar adequadamente, o Sr. Stédile e seus asseclas ficarão desempregados. Ao PT não interessa um país socialmente justo e com pleno emprego, sem problemas, porque se isso ocorrer, todos os eleitores se tornarão de direita, e por falta de bandeiras o PT desaparecerá pois se alimenta das mazelas do povo, empurrando-os cada vez mais para o abismo. O mesmo ocorre com sindicatos: interessa aos sindicatos que as condições de trabalho e salário dos funcionários nas empresas sejam ótimas? Se isso ocorrer os sindicalistas ficam desempregados. Não quero dizer por isso que os partidos de esquerda, sindicatos e movimentos como o MST devam ser abolidos, mas quero sim é tirar a máscara de “santinhos” benfeitores inexpugnáveis em suas qualidades éticas e morais enquanto os demais são todos pérfidos aproveitadores do povo. O que espero é que parem com os sofismas e aprendam a discutir como gente grande. O mundo quer riqueza e riqueza é gerada num ambiente de livre comércio, de competição justa e não na injustiça do “igual para todos”. Quem faz mais ganha mais, quem faz menos ou não faz nada ganha menos ou nada. O ponto não é se o capitalismo é bom ou não, se o neoliberalismo é bom ou não, a questão é como distribuir a riqueza que o capitalismo gera de maneira justa (quem fez mais ganha mais), e como garantir oportunidades iguais a todos. Ser contra o capitalismo ou contra o neoliberalismo é querer manter o desemprego, a pobreza, a ignorância apenas para garantir trabalho para algumas dúzias de militantes e políticos profissionais a nomenklatura. Não há diferença entre a enganação da dentadura ou da bolsa-auxílio-não-sei-do-que em troca do voto. Só muda o nome do candidato.

quarta-feira, 12 de julho de 2006


Livros de Auto-Ajuda – Parte V

Após algumas reflexões, cheguei à conclusão que o título dessa série de textos não está adequado. Deveria ser algo como “A ideologia do nosso tempo” ou algo parecido.
O que está realmente em discussão não é a falácia dos livros de auto-ajuda, pois seus autores também são vítimas deste mal. Diria a título de comparação com a célebre e redentora frase proferida por Cristo quando crucificado: “Pai, perdoa-os pois eles não sabem o que fazem”. A verdade é que há muito estamos nos deixando enganar por culpa de nossa ignorância em não perceber a sutileza. A sociedade encontra-se endêmica de corpo e alma. Estamos doentes literalmente; estamos nos tornando cardiopatas, diabéticos, obesos, para falar dos males do corpo e não amamos mais, não ouvimos mais, não contemplamos mais, não vemos o passar do tempo e estamos deprimidos tristes, insatisfeitos conosco e com a falta de sentido de nossas vidas, falando dos males da alma. Temos nos mantido tão ocupados ultimamente em atingir padrões ditados pela sociedade (beleza, riqueza, fama, influência etc.) inatingíveis em muitos casos, esperando que isso nos dê a sensação de sucesso (a palavra chave), porém isso não ocorre. Diria que a energia que gastamos nisso é inversamente proporcional a satisfação que imaginamos obter caso consigamos atingi-las ao menos em parte.
Seria injusto de minha parte afirmar que o grande vilão desta história são os livros de auto-ajuda, pois esses representam apenas uma das faces dessa ideologia do sucesso que “recheia” as relações de nossa sociedade moderna. Ela é tão poderosa que se imiscuiu em nossas relações de trabalho, familiares, afetivas e sexuais etc. Nem a igreja manteve-se imune. Elas também buscam a prosperidade e isso tem sido traduzido em muitos casos, não generalizando, como dinheiro em caixa, grandes e suntuosos templos. Os autodenominados bispos e pastores dessas denominações avaliam o “sucesso de seus negócios” em cifrões. Todos nós, de alguma forma almejamos prosperidade, e isso significa dinheiro, nem que muitas vezes para obtê-lo tentemos “enganar” nosso semelhante ou às vezes o próprio Deus.

terça-feira, 11 de julho de 2006

Se eu fosse escrever uma carta para o Presidente Lula...


Caríssimo Presidente Luis Inácio Lula da Silva:

Desde sua eleição em 2002, temos mantido uma estreita relação.
Embora não seja de seu conhecimento, mesmo quando vou para o meu merecido descanso diário, após uma jornada de pelo menos 10 horas de trabalho árduo, o senhor e as realizações de seu governo povoam meus sonhos. Chego ao ponto, tal como alguns que costumam consultar o horóscopo antes de tomar qualquer decisão, consultar jornais, internet enfim, todos os meios de comunicação existentes afim de saber sobre suas últimas declarações antes de tomar alguma decisão, afinal mais de 30% do meu rendimento mensal (1/3 aproximadamente) estão irremediavelmente comprometidos, graças a suas idéias de governo.
Caríssimo presidente, está difícil conviver com essa situação. Quando vejo suas despesas através da imprensa, cada dia mais preciso encontrar justificativas convincentes para minha família sobre porque mando essa gorda mesada para os cofres da União, ao invés de gastá-la em casa. Minha filha precisou parar seus estudos de música, minha esposa não pôde matricular-se em uma academia, estamos tentando comprar nossa casa própria, mas o valor que posso comprometer como prestação mensal para o financiamento através da Caixa Econômica Federal é menor do que lhe envio mensalmente através de meu contracheque, quando vamos ao supermercado tenho que ser o chato que “regula” a compra daqueles itens supérfluos, como, sabonete, creme dental, xampu, arroz, feijão, carne, pão, afinal, solicito que comprem o mais barato, ou não comprem. Gostaria de melhorar o padrão de meu plano de saúde familiar mas não está sendo possível e no final de tudo ainda tenho que ouvir reclamações do tipo: “-quando é para a União é do bom e do melhor”, afinal sua lista de compras na feira foi divulgada na TV caso o senhor não saiba em função de seus inúmeros compromissos nacionais e internacionais, e os preços eram assombrosos. Reconheço que a qualidade dos gêneros alimentícios que o senhor consome deva ser de primeira, mas, garanto que mesmo que os mande buscar no Ceasa em SP, além da qualidade ser irreparável, com o frete incluído ainda será mais barato do que os preços divulgados. Estou tentando ajudá-lo a fazer uma economia em prol do meu bolso, pois também, seguindo seu exemplo de vida, gostaria de duplicar meu microscópico patrimônio, tornando-o pelo menos visível a olho nu em quatro anos. Isso pode parecer uma tentativa de “legislar em causa própria”, egoísmo de minha parte, afinal alguns irmãos meus desta imensa nação brasileira, não faz a menor idéia do que significa “fazer compra mensal” de sabonete, xampu, carne, arroz e outros itens como já disse supérfluos, muito menos ter uma escola decente para os filhos ou um hospital ao menos limpo para tratar de sua saúde. Mas o problema, caríssimo presidente, é que o dinheiro que eu e outros irmãos brasileiros temos enviado para Brasília mensalmente, não chega às mesas dos menos favorecidos, às escolas de seus filhos e nem aos hospitais, principalmente porque não há escolas ou hospitais. Desta forma, os menos favorecidos continuam em sua pobreza, dependendo cada vez mais da bondade quadrienal dos governos, e nós (classe média) que poderíamos ajudar a custear de alguma forma essa necessária melhoria na distribuição de renda, estamos sendo obrigados a custear despesas que não sabemos exatamente a que se destinam, como por exemplo os cartões de crédito governamentais, a manutenção de um novo avião para suas viagens, pagamentos de deputados para que votem medidas do interesse da bancada petista, e agora mais uma, emprestar nossos parcos recursos através do BNDES para a Bolívia, que sem fazer nenhuma análise de risco mais profunda, afirmo, não honrará esse empréstimo. E mais um detalhe caríssimo presidente, mesmo que honrem, não temos dinheiro para emprestar para os outros assim. Precisamos melhorar nossa situação interna, senão eles continuarão pobres e nós vamos para o mesmo buraco de mãos dadas (não tenho nada contra os bolivianos, tenho contra emprestar o que não possuímos). Eles já irão aumentar unilateralmente os preços do gás que nos vendem, não tenha dúvida disso, é só uma questão de tempo, logo após a próxima eleição presidencial. Sugiro que o Sr. ouça com mais freqüência os conselhos de sua esposa, pois pelo que declarou à imprensa, devemos a ela o início (tímido) das obras de recuperação das rodovias federais, ainda que tardia, eleitoreira e mal feita. Ela me pareceu uma pessoa com visão sobre o que significa governar.
Não votei no senhor e não me arrependo disso, embora seu governo tenha superado minhas expectativas; não imaginei que pudesse ser tão ruim. Esperava medidas controversas, estatizantes, de caráter populista, em minha opinião seriam medidas erradas, porém, reafirmo fui surpreendido, pois além das medidas controversas estamos assistindo a um espetáculo de desfaçatez com a causa pública. Desta forma caríssimo presidente, chegando novamente o momento de exercer meu direito de opinião na escolha do novo inquilino do Palácio do Planalto, decidi que pelo resultado demonstrado após estes quatro anos de governo, o preço está caríssimo, para mantê-lo por outro período. Vou trocá-lo por outro mais barato.

terça-feira, 4 de julho de 2006



Alemanha (0) Itália (2)

Estava torcendo para que a Alemanha vencesse esse jogo. O efeito que essa copa mundial gerou na população alemã, pelo que acompanhei nos noticiários, gerou em mim grande empatia com sua motivação. Realmente me parece que estavam se redescobrindo como nação após a queda do muro. Orientais e ocidentais novamente se confraternizando sob uma mesma bandeira e uma única nação. Como disse o técnico da Alemanha em uma de suas preleções aos jogadores antes do jogo, caso a Alemanha vencesse, embora Tetra campeã, seria na realidade Bi-campeã, pois apenas o último título (1990) havia sido conquistado pela Alemanha unificada, mesmo assim após pouquíssimo tempo uma vez que a reunificação ocorreu no próprio ano de 90.

segunda-feira, 3 de julho de 2006


Livros de Auto-Ajuda - Parte IV
Cito agora um exemplo do que falei no artigo anterior.
Livro "As 48 leis do Poder" de Robert Greene e Joost Elffers. Lei número 20 Parte I:
"Não se comprometa com ninguém, mas seja cortejado por todos.
Deixando que outros sintam que o possuem de alguma forma, você perde o poder sobre eles. Não comprometendo seus afetos, eles se esforçarão mais para conquistá-lo. Mantenha-se distante e você conquistará o poder que vem das atenções e dos desejos frustados dessas pessoas. Faça o papel da Rainha Virgem: Dê esperanças, jamais a satisfação."
Essa é apenas uma parte ínfima do livro. Pergunto-me que sociedade é essa em que vivemos, e com que cara-de-pau falamos de espírito de equipe (e daí podemos nos remeter a derrota do Brasil na copa 2006 inclusive) cooperação etc, se todos os que falam sobre isso, inclusive os consultores (não todos mas a grande maioria) são discípulos ferrenhos desses gurus do sucesso a qualquer preço. Estranhamos quando Igrejas como a Universal do Reino de Deus de propriedade do comprador de almas Edir Macedo conseguem arrebanhar multidões em seus shows pirotécnicos diariamente, e condenamos o engodo praticado pelos seus auto-denominados, pastores, bispos, arcebispos etc, mas não estranhamos quando executivos bem sucedidos em suas carreiras falam coisas semelhantes à descrita acima, porém em função do ambiente pseudo intelectual, acessível apenas a uma pequena parcela dos que ainda conseguiram manter seus empregos não praticam nada diferente. O que importa é o poder e o dinheiro. No livro que me referi no artigo anterior há um trecho que fala algo mais ou menos assim pois se o Moneycentrismo aparece em nossa sociedade quase como uma religião, ele não difere muito do que ocorria na idade média. Todas famílias ansiavam por ter um membro seu pertencente ao clero. Isso era sinal de poder e influência. Hoje, que família não quer ter um ou alguns de seus membros como um executivo de sucesso em uma grande corporação? Porque um executivo de sucesso significa poder, influência, riqueza. Será que é isso que nossas escolas estão ensinando para nossos filhos?

domingo, 2 de julho de 2006

Comentário ao texto "Livros de Auto-Ajuda Parte III"

Aliás saiu no Jornal Valor Economico (pasmem) de Sexta-Feira 30/junho/06 no encarte Eu& que normalmente fala de como os bem sucedidos obtiveram seus rendimentos, uma reportagem sobre um livro recém publicado pela MK Editora do Rio de Janeiro com o título "O dinheiro e a natureza humana - Como chegamos ao Moneycentrismo" do economista Ednaldo Michellon, um paranaense de 44 anos, professor da Universidade Estadual de Maringá. Na sinopse do livro fala-se que a religião principalmente a Neopentecostal rendeu-se a teologia do Moneycentrismo. O articulista do jornal fala que "a teoria moneycentrista é ampliada para uma marktcêntrica na qual quem orienta a vida é o deus mercado". Isso tem tudo a ver com o que escrevi na parte III dos Livros de Auto Ajuda. Inclusive a Bíblia tem sido usada nesse sentido, mas isso é uma outra história para um pouco mais à frente...
Livros de Auto-Ajuda - Parte III
De acordo com a maioria deles, o segredo do sucesso pessoal e profissional, embora não esteja escrito com todas as palavras é o dinheiro, é a posse de bens materiais e poder. Todos tratam de relações de poder, seja na vida pessoal ou profissional, poder que traduz-se por domínio sobre o grupo para obter reconhecimento, status e muitas vezes a qualquer preço. No famoso livro de Jack Welch ex-CEO (Chief Executive Officer) da General Electric de 1981 até 2001, livro que tornou-se paradigma de personalidade para muitas pessoas, o autor em um dos capítulos conta como conseguiu atingir seus objetivos pessoais de poder. Na minha modesta opinião, afinal quem sou eu, não vejo nenhum mérito em obter sucesso como ele descreve. Eu não conseguiria dormir à noite, porém provavelmente, algumas pessoas poderiam dizer que o mundo empresarial é assim mesmo e que não há lugar para essas questões filosóficas numa economia globalizada, afinal “temos que matar um leão por dia”. Percebo que essa busca pela riqueza (poder e sucesso) a qualquer custo é cada vez mais uma cobrança da sociedade. Os recém formados nas universidades, que ingressam nas grandes corporações através dos programas de traineés, mas que parecem ter saído do útero de suas mães já com MBA, inglês fluente e experiência de 30 anos embora não tenham mais do que 20, regurgitam junto com o leite materno textos e exemplos desses ícones. Percebo que as escolas estão esquecendo de formar pessoas, gente, de carne e osso, com senso crítico para perceber a diferença entre um beija-flor e um helicóptero.

FRANÇA X BRASIL


Eu vi pessoas chorando após a última participação da seleção brasileira no Mundial de 2006. Aquele choro doído da decepção. Após quase 30 dias de entorpecimento em nossa cruzada cívica “rumo ao hexa”, dói mesmo retornar para a crua realidade do nosso dia-a-dia.
Ontem, algumas horas após a derrota, os noticiários já haviam encontrado “um dos culpados” pela nossa derrota: o jogador Roberto Carlos, pelo fato de ter se mantido imóvel por aproximados 15 segundos, arrumando as meias, enquanto a França abria o placar e sepultava nossas esperanças.
Eu me vi naquele momento na imagem do Roberto Carlos. Há anos tenho “arrumado minhas meias” durante os “jogos” do Brasil, aqueles que são disputados diariamente no congresso, durante as CPI’s, durante as votações para cassação do deputados envolvidos nos escândalos que são tantos que não vale a pena mencioná-los novamente, isso desde o Brasil império até hoje. E eu continuo arrumando minhas meias como se não tivesse nada com isso. Mas quando o adversário marca o gol, fico indignado com meus colegas que nada fizeram, afinal, eu estava ocupado...
Preciso deixar de preocupar-me com “minhas meias” ou com o meu bem-estar e prestar atenção no jogo. Enquanto isso não acontece, só posso parabenizar nosso escrete canarinho, pois ele me representou fielmente nos campos, fazendo absolutamente nada!

sábado, 1 de julho de 2006



"MORREMOS EM PÉ"

Hoje pela manhã conectei a internet para saber a repercurssão da derrota da Argentina na imprensa Portenha. Vi na capa do jornal Olé a imagem ao lado, e não pude deixar de concordar, pois isso foi verdade. A Argentina lutou até a última gota de sangue de cada jogador. O que faltou não sei.