segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Sofistas de plantão
Para infelicidade de muitos brasileiros (aproximadamente 40% da população votante), o chefe dos petistas conseguiu ser eleito para um novo mandato de 4 anos. Além da sua propalada inépcia para o trabalho e tomada de decisões, ele é o mestre do "não ouvi nada, não vi nada e não falei nada". Nos últimos dias fomos bombardeados pelas besteiras e mentiras usuais nos discursos de nosso Presidente.
Temos que reconhecer a incompetência e o descaso do PSDB para com a campanha do Alckmin, que além de insossa não foi capaz de descortinar as diferenças fundamentais entre as duas propostas.
Ontem após a divulgação dos resultados da eleição, o Lula foi a TV e disse que após 4 anos "nós aprendemos e não podemos errar mais". Bem, haja visto a roubalheira ocorrida durante o primeiro mandato (mensalões e outros divulgados na imprensa), o que concluo desta afirmação, é que eles aperfeiçoaram as técnicas de como enganar, confundir, ludibriar a opinião pública (controle da imprensa?) e desta vez, ninguém ficará sabendo de nada.
As promessas mirabolantes continuam e são as mesmas de 4 anos atrás, sem que nada tenha ocorrido neste primeiro mandato e sem nenhuma perspectiva de que desta vez sejam cumpridas pois não há nenhum fato relevante que nos leve a concluir isso.
Está surgindo um clima de "vamos esquecer tudo o que aconteceu no passado para garantir a governabilidade do país", mas não podemos esquecer que o governo é o mesmo. Os atores desta peça de horror, são os mesmos do primeiro ato, portanto temos que apurar as falcatruas do primeiro mandato para puní-los. Não podemos entrar na conversa daqueles que estão com o rabo preso, de que "isso é revanchismo porque perderam as eleições e por isso estão querendo levantar defuntos". Da troupe petista exigimos explicações e o Sr.Lula precisa saber que omissão de um gestor, ou desconhecimento de fatos nas empresas privadas são atestados de incompetência passados pelos executivos, passíveis de demissão por justa causa, afinal, estamos falando de corrupção! Apesar dos 60% dos votos que o Presidente recebeu, ele não está acima da lei, e o estado de direito deve prevalecer neste país. Os sufrágios recebidos não são alforria dos "erros" cometidos e ainda não apurados.

quarta-feira, 11 de outubro de 2006


Até tu Brutus?


Esta notícia saiu no site do Terra conforme abaixo:


Quarta, 11 de outubro de 2006, 21h21 Atualizada às 21h31Irmão de Lula declara voto em Alckmin


O irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, declarou que vai votar no seu adversário, o tucano Geraldo Alckmin, no dia 29 de outubro. O primeiro motivo alegado pelo pedreiro Jachson Ignácio da Silva, que se diz atuante no PT há 20 anos e mora em Mongaguá, litoral Sul de São Paulo, é que é "contra a reeleição".
Jachson diz que Lula também sempre foi contra um governante ficar por dois mandatos seguidos no cargo, e que agora não é justo querer utilizar a atual legislação para continuar no poder. "Ele tinha que voltar depois de quatro anos, aí sim o povo iria ver se ele foi um bom presidente", declarou.
Os escândalos de corrupção que ocorreram no governo do PT também foram fundamentais para a sua mudança partidária. "É uma falcatrua atrás da outra. O PT me deixou envergonhado. Era a minha esperança, não tinha o direito de errar, como fizeram Delúbio, Zé Dirceu, Palocci. Quando esfria uma, aparece outra".
A críticas de um dos 15 irmãos vivos do presidente não param por aí. Para ele, algumas das principais bandeiras do governo Lula, como o Bolsa-Família e o índice de diminuição da pobreza no Nordeste, não são fundamentais para o povo brasileiro. "O Brasil não é só Nordeste. Além disso, o Bolsa-Família é uma vergonha para qualquer governo. O povo não quer esmola, quer trabalho, casa para morar, escovar os dentes, e tudo isso. Não apenas arroz e feijão", disse o irmão de Lula.
Questionado se um pouco da sua mágoa com o parente é pelo fato de ser de uma origem humilde e não ter qualquer tipo de ajuda direta de Lula, Jachson declara com firmeza: "não é esse o problema. Ele tem que cuidar do Brasil. Aqui somos cada um por si. Todos somos trabalhadores", ressaltou Jachson, que sempre votou em Lula.
Para finalizar, o pedreiro contou como é a sua relação com presidente. "A família fica sem se ver a vida inteira. Somos 15 irmão vivos. A última vez que falei com o Lula foi na posse (em 2002), quando fomos até lá. Tenho outros irmãos aqui na Baixada Santista que converso mais. Mas não sei em quem eles vão votar", concluiu.
Redação Terra

sexta-feira, 14 de julho de 2006


217º Aniversário da Revolução Francesa
Apesar de nossa vergonhosa derrota para a França durante a Copa de 2006, e a simples menção da palavra França nos causar espasmos, havemos de reconhecer que essa data especial, 14 julho, influenciou de maneira indelével nossa vida moderna. Liberté, Egalité, Fraternité. Esse movimento teve o poder de mudar a face do mundo em que vivemos.
Em uma data como essa, aprendendo com a história, não posso deixar de me lembrar de nosso Digníssimo Presidente Lula. Em mais uma de suas infelizes declarações à imprensa, disse recentemente que “era melhor governar para os pobres, pois pobre não reclama, não tem dinheiro para fretar ônibus para ir à Brasília protestar...”. Isso me lembra Maria Antonieta que às vésperas da Revolução, ao receber a notícia de que a população não tinha pão para se alimentar, irritada tal como o nosso Presidente em função da desmesurada reclamação falou: "-Que comam brioches". Bem, o Sr. Lula não nos mandou comer brioches mas vive nos sugerindo coisas piores. Ainda bem que os tempos são outros, pois senão poderíamos mandá-lo para o mesmo lugar onde os franceses mandaram sua Rainha.

Livros de Auto-Ajuda - Parte VII ou, "A Ideologia de nosso tempo"

Sutilmente a ideologia se apodera de nossas entranhas, tal como um tumor silencioso que corrói nossas carnes. E ficamos doentes e não sabemos porque. Jovens, adolescentes e adultos se suicidando pelo mundo afora pois a pressão, a competição pelo sucesso pessoal para muitos é insuportável. Coreanos, e japoneses que o digam.
Alguns de nós estão de tal forma impregnados pela ideologia, que em um processo mimético a personificam, dando à mesma uma face adorável, no sentido de adoração, (ponto para ela), tal como os antigos deuses que Moisés ao descer do Monte Sinai com as Tábuas da Lei aboliu por ordem do Deus Único: -Não criarás imagem e não terás outros deuses diante de Mim”. Os novos deuses não são na realidade deuses, são diferentes representações do deus Ideologia.
Esportistas, modelos, cantores, escritores, pastores etc. que emprestam suas faces à ideologia vigente, enfim uma face para cada tipo de consumidor: os que apreciam esportes, os intelectuais, os casuais, os “crentes”, os musicais e assim por diante, mas todos nos vendendo o “mesmo valor” ou o mesmo deus: o deus sucesso!
O próprio Deus foi incluído nessa jogada, afinal Ele “vende bem” e o deus mercado numa estratégia de marketing bem elaborada (isso se chamava ludibriar), se aproveitou.
Criou ícones para todas as denominações e suas “bênçãos” são vendidas nas esquinas. Há os ícones evangélicos, católicos, todos embalados pelos últimos sucessos do mundo Gospel, muita dança, luzes e som, quanto mais alto e agitado melhor. Desta forma podemos usar nosso livre arbítrio não só escolhendo entre Nike ou Adidas, Phillips ou LG, mas também quanto à “marca” de nossos ícones divinais. Não trata-se de julgamento sumário, mas sim constatação do poder avassalador desta força invisível.

quinta-feira, 13 de julho de 2006



Hoje é o Dia do Rock
Admirador que sou da boa música, não poderia me esquecer de homenagear aqueles artistas que com sua criatividade, forjaram uma geração. Não será possível lembrar de todas as bandas, mas ao menos aquelas que mais admiro: Beatles, Pink Floyd, Emerson Lake and Palmer, Yes, Genesis... Parabéns a todos eles e agradeço pelos sonhos que me propiciaram viver enquanto os ouvia durante minha adolescência, e as recordações que guardo comigo hoje.

Livros de Auto-Ajuda - Parte VI, ou "A Ideologia de nosso tempo"


Notícia veiculada na internet, no site do Terra de 05/07/2006 (http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1061410-EI306,00.html) dá conta que um casal ex-freqüentador da Igreja Universal, reclama na justiça ter vendido bens , como apartamentos e carros, em troca de prosperidade financeira que não foi alcançada.
Essa informação em minha opinião reafirma a convicção de que, na ânsia de obter sucesso, alguns tentam ludibriar o próprio Deus, pois acreditam que Ele ficaria numa “sinuca” não nos ajudando, uma vez que “demos tudo” e essa é a Sua promessa (de acordo com aqueles mesmos “donos das igrejas”).
Ofertamos o máximo portanto merecemos em troca o máximo, essa é a lógica. Há uma frase que já vi em alguns carros que afirmam: “Não sou Rei, mas sou filho do Rei”, ou “Não sou dono do mundo, mas sou filho do Dono”. Essa é a lógica das igrejas que propagam a “Teologia Econômica”, onde sempre apresentam frases que demonstram posse ou status adquirido em função de bens materiais.
No livro “Ideologia da Sociedade Industrial” seu autor, o filósofo francês Herbert Marcuse, afirma que: “A ideologia é mais presente, exatamente quando não notamos sua presença”.
Eu não estava notando sua presença quando escrevi os primeiros artigos, porém, na tentativa de escrever os seguintes, faltava algo que unisse os textos anteriores como algo contínuo, um amálgama. Não estava vendo o edifício, e essa é uma característica da ideologia, pois nos confunde e imaginamos estar vendo uma coisa e na realidade estamos vendo outra, e concentrado no “tijolo” eu não via a “parede”.
Mais uma vez a Gestalt implacável não me permitia ter a visão do todo através da parte.
Mas aí está o amálgama que dá forma ao edifício, cujos livros de auto-ajuda não passam parte de sua composição.
A ideologia subjacente em nossa sociedade de consumo nos leva a busca ansiosa pelo sucesso pessoal, muitas vezes a qualquer preço. Julgamos alguns povos antigos como bárbaros em função de sua violência, falta de cultura e da forma como tratavam seus semelhantes. A ideologia que permeia nossas relações criou sutilezas que nos fazem crer que hoje é diferente do praticado pelos nossos ancestrais. Ser competitivo, arrojado, inovador, empreendedor, é a tradução de algo que na história antiga deveria chamar algo como conquistar, aniquilar, escravizar, destruir. Antigamente era o inimigo, hoje é a concorrência. Antigamente era o escravo, hoje é o empregado. Antigamente eram as corporações de ofício, hoje são os grandes conglomerados multinacionais e nós como um rebanho de ovelhas, a antiga “turba romana”, mudamos nosso status para consumidores.

Matar a galinha dos ovos de ouro?


A grande “sacada” dos partidos de esquerda no Brasil, e aí falo dos profissionais que compõe seus quadros e não dos românticos que entram sem perceber a ideologia subjacente nos discursos, é que o capitalismo se sustenta quando há riqueza, consumo de bens e serviços e pleno emprego, portanto, a esquerda tem que combater toda e qualquer iniciativa que leve à concretização deste anseio geral, pois caso isso ocorra, os profissionais deste ramo (os políticos e militantes) ficarão desempregados por falta de bandeiras “sociais” para lutar. Por isso dão os R$ 100,00 mensais, para manter a ignorância a pobreza e a eterna gratidão do povo. Qual a diferença do voto em troca de uma dentadura e da concessão de R$ 100,00 mensais a título seja lá do que for? É apenas a ideologia subjacente. Ao MST não interessa que a reforma agrária ocorra, pois se ela caminhar adequadamente, o Sr. Stédile e seus asseclas ficarão desempregados. Ao PT não interessa um país socialmente justo e com pleno emprego, sem problemas, porque se isso ocorrer, todos os eleitores se tornarão de direita, e por falta de bandeiras o PT desaparecerá pois se alimenta das mazelas do povo, empurrando-os cada vez mais para o abismo. O mesmo ocorre com sindicatos: interessa aos sindicatos que as condições de trabalho e salário dos funcionários nas empresas sejam ótimas? Se isso ocorrer os sindicalistas ficam desempregados. Não quero dizer por isso que os partidos de esquerda, sindicatos e movimentos como o MST devam ser abolidos, mas quero sim é tirar a máscara de “santinhos” benfeitores inexpugnáveis em suas qualidades éticas e morais enquanto os demais são todos pérfidos aproveitadores do povo. O que espero é que parem com os sofismas e aprendam a discutir como gente grande. O mundo quer riqueza e riqueza é gerada num ambiente de livre comércio, de competição justa e não na injustiça do “igual para todos”. Quem faz mais ganha mais, quem faz menos ou não faz nada ganha menos ou nada. O ponto não é se o capitalismo é bom ou não, se o neoliberalismo é bom ou não, a questão é como distribuir a riqueza que o capitalismo gera de maneira justa (quem fez mais ganha mais), e como garantir oportunidades iguais a todos. Ser contra o capitalismo ou contra o neoliberalismo é querer manter o desemprego, a pobreza, a ignorância apenas para garantir trabalho para algumas dúzias de militantes e políticos profissionais a nomenklatura. Não há diferença entre a enganação da dentadura ou da bolsa-auxílio-não-sei-do-que em troca do voto. Só muda o nome do candidato.

quarta-feira, 12 de julho de 2006


Livros de Auto-Ajuda – Parte V

Após algumas reflexões, cheguei à conclusão que o título dessa série de textos não está adequado. Deveria ser algo como “A ideologia do nosso tempo” ou algo parecido.
O que está realmente em discussão não é a falácia dos livros de auto-ajuda, pois seus autores também são vítimas deste mal. Diria a título de comparação com a célebre e redentora frase proferida por Cristo quando crucificado: “Pai, perdoa-os pois eles não sabem o que fazem”. A verdade é que há muito estamos nos deixando enganar por culpa de nossa ignorância em não perceber a sutileza. A sociedade encontra-se endêmica de corpo e alma. Estamos doentes literalmente; estamos nos tornando cardiopatas, diabéticos, obesos, para falar dos males do corpo e não amamos mais, não ouvimos mais, não contemplamos mais, não vemos o passar do tempo e estamos deprimidos tristes, insatisfeitos conosco e com a falta de sentido de nossas vidas, falando dos males da alma. Temos nos mantido tão ocupados ultimamente em atingir padrões ditados pela sociedade (beleza, riqueza, fama, influência etc.) inatingíveis em muitos casos, esperando que isso nos dê a sensação de sucesso (a palavra chave), porém isso não ocorre. Diria que a energia que gastamos nisso é inversamente proporcional a satisfação que imaginamos obter caso consigamos atingi-las ao menos em parte.
Seria injusto de minha parte afirmar que o grande vilão desta história são os livros de auto-ajuda, pois esses representam apenas uma das faces dessa ideologia do sucesso que “recheia” as relações de nossa sociedade moderna. Ela é tão poderosa que se imiscuiu em nossas relações de trabalho, familiares, afetivas e sexuais etc. Nem a igreja manteve-se imune. Elas também buscam a prosperidade e isso tem sido traduzido em muitos casos, não generalizando, como dinheiro em caixa, grandes e suntuosos templos. Os autodenominados bispos e pastores dessas denominações avaliam o “sucesso de seus negócios” em cifrões. Todos nós, de alguma forma almejamos prosperidade, e isso significa dinheiro, nem que muitas vezes para obtê-lo tentemos “enganar” nosso semelhante ou às vezes o próprio Deus.

terça-feira, 11 de julho de 2006

Se eu fosse escrever uma carta para o Presidente Lula...


Caríssimo Presidente Luis Inácio Lula da Silva:

Desde sua eleição em 2002, temos mantido uma estreita relação.
Embora não seja de seu conhecimento, mesmo quando vou para o meu merecido descanso diário, após uma jornada de pelo menos 10 horas de trabalho árduo, o senhor e as realizações de seu governo povoam meus sonhos. Chego ao ponto, tal como alguns que costumam consultar o horóscopo antes de tomar qualquer decisão, consultar jornais, internet enfim, todos os meios de comunicação existentes afim de saber sobre suas últimas declarações antes de tomar alguma decisão, afinal mais de 30% do meu rendimento mensal (1/3 aproximadamente) estão irremediavelmente comprometidos, graças a suas idéias de governo.
Caríssimo presidente, está difícil conviver com essa situação. Quando vejo suas despesas através da imprensa, cada dia mais preciso encontrar justificativas convincentes para minha família sobre porque mando essa gorda mesada para os cofres da União, ao invés de gastá-la em casa. Minha filha precisou parar seus estudos de música, minha esposa não pôde matricular-se em uma academia, estamos tentando comprar nossa casa própria, mas o valor que posso comprometer como prestação mensal para o financiamento através da Caixa Econômica Federal é menor do que lhe envio mensalmente através de meu contracheque, quando vamos ao supermercado tenho que ser o chato que “regula” a compra daqueles itens supérfluos, como, sabonete, creme dental, xampu, arroz, feijão, carne, pão, afinal, solicito que comprem o mais barato, ou não comprem. Gostaria de melhorar o padrão de meu plano de saúde familiar mas não está sendo possível e no final de tudo ainda tenho que ouvir reclamações do tipo: “-quando é para a União é do bom e do melhor”, afinal sua lista de compras na feira foi divulgada na TV caso o senhor não saiba em função de seus inúmeros compromissos nacionais e internacionais, e os preços eram assombrosos. Reconheço que a qualidade dos gêneros alimentícios que o senhor consome deva ser de primeira, mas, garanto que mesmo que os mande buscar no Ceasa em SP, além da qualidade ser irreparável, com o frete incluído ainda será mais barato do que os preços divulgados. Estou tentando ajudá-lo a fazer uma economia em prol do meu bolso, pois também, seguindo seu exemplo de vida, gostaria de duplicar meu microscópico patrimônio, tornando-o pelo menos visível a olho nu em quatro anos. Isso pode parecer uma tentativa de “legislar em causa própria”, egoísmo de minha parte, afinal alguns irmãos meus desta imensa nação brasileira, não faz a menor idéia do que significa “fazer compra mensal” de sabonete, xampu, carne, arroz e outros itens como já disse supérfluos, muito menos ter uma escola decente para os filhos ou um hospital ao menos limpo para tratar de sua saúde. Mas o problema, caríssimo presidente, é que o dinheiro que eu e outros irmãos brasileiros temos enviado para Brasília mensalmente, não chega às mesas dos menos favorecidos, às escolas de seus filhos e nem aos hospitais, principalmente porque não há escolas ou hospitais. Desta forma, os menos favorecidos continuam em sua pobreza, dependendo cada vez mais da bondade quadrienal dos governos, e nós (classe média) que poderíamos ajudar a custear de alguma forma essa necessária melhoria na distribuição de renda, estamos sendo obrigados a custear despesas que não sabemos exatamente a que se destinam, como por exemplo os cartões de crédito governamentais, a manutenção de um novo avião para suas viagens, pagamentos de deputados para que votem medidas do interesse da bancada petista, e agora mais uma, emprestar nossos parcos recursos através do BNDES para a Bolívia, que sem fazer nenhuma análise de risco mais profunda, afirmo, não honrará esse empréstimo. E mais um detalhe caríssimo presidente, mesmo que honrem, não temos dinheiro para emprestar para os outros assim. Precisamos melhorar nossa situação interna, senão eles continuarão pobres e nós vamos para o mesmo buraco de mãos dadas (não tenho nada contra os bolivianos, tenho contra emprestar o que não possuímos). Eles já irão aumentar unilateralmente os preços do gás que nos vendem, não tenha dúvida disso, é só uma questão de tempo, logo após a próxima eleição presidencial. Sugiro que o Sr. ouça com mais freqüência os conselhos de sua esposa, pois pelo que declarou à imprensa, devemos a ela o início (tímido) das obras de recuperação das rodovias federais, ainda que tardia, eleitoreira e mal feita. Ela me pareceu uma pessoa com visão sobre o que significa governar.
Não votei no senhor e não me arrependo disso, embora seu governo tenha superado minhas expectativas; não imaginei que pudesse ser tão ruim. Esperava medidas controversas, estatizantes, de caráter populista, em minha opinião seriam medidas erradas, porém, reafirmo fui surpreendido, pois além das medidas controversas estamos assistindo a um espetáculo de desfaçatez com a causa pública. Desta forma caríssimo presidente, chegando novamente o momento de exercer meu direito de opinião na escolha do novo inquilino do Palácio do Planalto, decidi que pelo resultado demonstrado após estes quatro anos de governo, o preço está caríssimo, para mantê-lo por outro período. Vou trocá-lo por outro mais barato.

terça-feira, 4 de julho de 2006



Alemanha (0) Itália (2)

Estava torcendo para que a Alemanha vencesse esse jogo. O efeito que essa copa mundial gerou na população alemã, pelo que acompanhei nos noticiários, gerou em mim grande empatia com sua motivação. Realmente me parece que estavam se redescobrindo como nação após a queda do muro. Orientais e ocidentais novamente se confraternizando sob uma mesma bandeira e uma única nação. Como disse o técnico da Alemanha em uma de suas preleções aos jogadores antes do jogo, caso a Alemanha vencesse, embora Tetra campeã, seria na realidade Bi-campeã, pois apenas o último título (1990) havia sido conquistado pela Alemanha unificada, mesmo assim após pouquíssimo tempo uma vez que a reunificação ocorreu no próprio ano de 90.

segunda-feira, 3 de julho de 2006


Livros de Auto-Ajuda - Parte IV
Cito agora um exemplo do que falei no artigo anterior.
Livro "As 48 leis do Poder" de Robert Greene e Joost Elffers. Lei número 20 Parte I:
"Não se comprometa com ninguém, mas seja cortejado por todos.
Deixando que outros sintam que o possuem de alguma forma, você perde o poder sobre eles. Não comprometendo seus afetos, eles se esforçarão mais para conquistá-lo. Mantenha-se distante e você conquistará o poder que vem das atenções e dos desejos frustados dessas pessoas. Faça o papel da Rainha Virgem: Dê esperanças, jamais a satisfação."
Essa é apenas uma parte ínfima do livro. Pergunto-me que sociedade é essa em que vivemos, e com que cara-de-pau falamos de espírito de equipe (e daí podemos nos remeter a derrota do Brasil na copa 2006 inclusive) cooperação etc, se todos os que falam sobre isso, inclusive os consultores (não todos mas a grande maioria) são discípulos ferrenhos desses gurus do sucesso a qualquer preço. Estranhamos quando Igrejas como a Universal do Reino de Deus de propriedade do comprador de almas Edir Macedo conseguem arrebanhar multidões em seus shows pirotécnicos diariamente, e condenamos o engodo praticado pelos seus auto-denominados, pastores, bispos, arcebispos etc, mas não estranhamos quando executivos bem sucedidos em suas carreiras falam coisas semelhantes à descrita acima, porém em função do ambiente pseudo intelectual, acessível apenas a uma pequena parcela dos que ainda conseguiram manter seus empregos não praticam nada diferente. O que importa é o poder e o dinheiro. No livro que me referi no artigo anterior há um trecho que fala algo mais ou menos assim pois se o Moneycentrismo aparece em nossa sociedade quase como uma religião, ele não difere muito do que ocorria na idade média. Todas famílias ansiavam por ter um membro seu pertencente ao clero. Isso era sinal de poder e influência. Hoje, que família não quer ter um ou alguns de seus membros como um executivo de sucesso em uma grande corporação? Porque um executivo de sucesso significa poder, influência, riqueza. Será que é isso que nossas escolas estão ensinando para nossos filhos?

domingo, 2 de julho de 2006

Comentário ao texto "Livros de Auto-Ajuda Parte III"

Aliás saiu no Jornal Valor Economico (pasmem) de Sexta-Feira 30/junho/06 no encarte Eu& que normalmente fala de como os bem sucedidos obtiveram seus rendimentos, uma reportagem sobre um livro recém publicado pela MK Editora do Rio de Janeiro com o título "O dinheiro e a natureza humana - Como chegamos ao Moneycentrismo" do economista Ednaldo Michellon, um paranaense de 44 anos, professor da Universidade Estadual de Maringá. Na sinopse do livro fala-se que a religião principalmente a Neopentecostal rendeu-se a teologia do Moneycentrismo. O articulista do jornal fala que "a teoria moneycentrista é ampliada para uma marktcêntrica na qual quem orienta a vida é o deus mercado". Isso tem tudo a ver com o que escrevi na parte III dos Livros de Auto Ajuda. Inclusive a Bíblia tem sido usada nesse sentido, mas isso é uma outra história para um pouco mais à frente...
Livros de Auto-Ajuda - Parte III
De acordo com a maioria deles, o segredo do sucesso pessoal e profissional, embora não esteja escrito com todas as palavras é o dinheiro, é a posse de bens materiais e poder. Todos tratam de relações de poder, seja na vida pessoal ou profissional, poder que traduz-se por domínio sobre o grupo para obter reconhecimento, status e muitas vezes a qualquer preço. No famoso livro de Jack Welch ex-CEO (Chief Executive Officer) da General Electric de 1981 até 2001, livro que tornou-se paradigma de personalidade para muitas pessoas, o autor em um dos capítulos conta como conseguiu atingir seus objetivos pessoais de poder. Na minha modesta opinião, afinal quem sou eu, não vejo nenhum mérito em obter sucesso como ele descreve. Eu não conseguiria dormir à noite, porém provavelmente, algumas pessoas poderiam dizer que o mundo empresarial é assim mesmo e que não há lugar para essas questões filosóficas numa economia globalizada, afinal “temos que matar um leão por dia”. Percebo que essa busca pela riqueza (poder e sucesso) a qualquer custo é cada vez mais uma cobrança da sociedade. Os recém formados nas universidades, que ingressam nas grandes corporações através dos programas de traineés, mas que parecem ter saído do útero de suas mães já com MBA, inglês fluente e experiência de 30 anos embora não tenham mais do que 20, regurgitam junto com o leite materno textos e exemplos desses ícones. Percebo que as escolas estão esquecendo de formar pessoas, gente, de carne e osso, com senso crítico para perceber a diferença entre um beija-flor e um helicóptero.

FRANÇA X BRASIL


Eu vi pessoas chorando após a última participação da seleção brasileira no Mundial de 2006. Aquele choro doído da decepção. Após quase 30 dias de entorpecimento em nossa cruzada cívica “rumo ao hexa”, dói mesmo retornar para a crua realidade do nosso dia-a-dia.
Ontem, algumas horas após a derrota, os noticiários já haviam encontrado “um dos culpados” pela nossa derrota: o jogador Roberto Carlos, pelo fato de ter se mantido imóvel por aproximados 15 segundos, arrumando as meias, enquanto a França abria o placar e sepultava nossas esperanças.
Eu me vi naquele momento na imagem do Roberto Carlos. Há anos tenho “arrumado minhas meias” durante os “jogos” do Brasil, aqueles que são disputados diariamente no congresso, durante as CPI’s, durante as votações para cassação do deputados envolvidos nos escândalos que são tantos que não vale a pena mencioná-los novamente, isso desde o Brasil império até hoje. E eu continuo arrumando minhas meias como se não tivesse nada com isso. Mas quando o adversário marca o gol, fico indignado com meus colegas que nada fizeram, afinal, eu estava ocupado...
Preciso deixar de preocupar-me com “minhas meias” ou com o meu bem-estar e prestar atenção no jogo. Enquanto isso não acontece, só posso parabenizar nosso escrete canarinho, pois ele me representou fielmente nos campos, fazendo absolutamente nada!

sábado, 1 de julho de 2006



"MORREMOS EM PÉ"

Hoje pela manhã conectei a internet para saber a repercurssão da derrota da Argentina na imprensa Portenha. Vi na capa do jornal Olé a imagem ao lado, e não pude deixar de concordar, pois isso foi verdade. A Argentina lutou até a última gota de sangue de cada jogador. O que faltou não sei.

sexta-feira, 30 de junho de 2006


ALEMANHA (154) x ARGENTINA (0)

E deu Alemanha tal como eu torcia. A Argentina não só perdeu o jogo, como ao final, perdeu a "razão" com essa briga (foto do site do Terra).

Há a notícia que um adolescente argentino após o jogo, lançou o televisor contra a parede. O aparelho acabou explodindo incendiando a casa, quase matando os moradores. Ele estava irritado com a qualidade da arbitragem. Eu diria ao garoto para ficar calmo. Poderia ser pior. Vocês poderiam ter perdido com um gol de mão do Michael Ballack no último minuto da prorrogação tal como o ex-aspirador de pó Maradona fez quando vocês foram campeões da última vez (e espero que seja assim pela eternidade). AUF WIEDERSEHEN Argentina.


Livros de Auto-Ajuda - Parte II


A Teoria da Gestalt desenvolvida no início do século XX por psicólogos alemães e austríacos explica isso: “A Teoria da Gestalt afirma que não se pode ter conhecimento do todo através das partes, e sim das partes através do todo. Que os conjuntos possuem leis próprias e estas regem seus elementos. E que só através da percepção da totalidade é que o cérebro pode de fato perceber, decodificar e assimilar uma imagem ou um conceito.”

Isso significa, que o “conjunto” que vemos não é necessariamente igual à soma de suas partes. Mais ainda, significa que o que pensamos ver, convence mais do que realmente vemos.
Bem, tudo isso para falar dos livros de auto-ajuda. Citar textos destes livros, lê-los, discutí-los como se estivéssemos defendendo uma tese de doutorado é o must na cabeça dos candidatos a executivos. Àqueles que trabalham em empresas, quem não se lembra das previsões que foram feitas no decorrer da década de 90 sobre as mudanças que ocorreriam com a virada do século? Eu tinha a impressão que na madrugada de 01/01/01, assim que passássemos para o século XXI não saberíamos mais fazer xixi sozinhos, quanto mais trabalhar. Estaríamos irremediavelmente obsoletos. O mundo iria mudar radicalmente. Para meu espanto, acordei dia 01/janeiro, e tudo ainda continuava da mesma maneira. Achei até que eu tivesse morrido. Meus problemas ainda eram os mesmos, meu computador continuava lento, como sempre, minha torradeira funcionou, como sempre, meu carro não andou sem gasolina, como sempre, o frentista do posto de gasolina continuava com o mesmo mau-humor, de sempre, e o pior, meu salário continuava, o de sempre, assim como meu chefe e a empresa onde trabalhava.

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Alemanha X Argentina

Daqui à pouco, mais ou menos 12 horas, teremos um dos jogos mais aguardados da Copa 2006, pelo menos pelos brasileiros. Aquele que, esperamos, determinará o retorno da Argentina para casa.
Tive um tio, que Corintiano fanático, dizia que se o Palmeiras jogasse no inferno, ele torceria pelo diabo.
Neste caso, sou alemão desde pequenininho.
Gutes Glück Deutschland!
Livros de auto-ajuda - Parte I

As livrarias foram invadidas nos últimos anos por uma profusão de títulos elaborados por gurus que após “longas reflexões metafísicas” chegaram a conclusões absolutamente óbvias e inúteis, porém, devemos reconhecer, eles souberam elaborar uma campanha de marketing digna dos melhores marketeiros do mundo. Se fossemos apenas nos concentrar nos profissionais brasileiros, citaria como analogia o Duda Mendonça que conseguiu fazer uma campanha de marketing que culminou com a vitória de Lula à função de Presidente. Isto porque as campanhas de marketing mostram habilmente uma visão do alto, distante, de seus “produtos”. É algo mais ou menos como uma fotografia digital na qual você queira “dar um zoom”; quanto mais você aproxima a imagem, pior a definição. Se você vê de longe, a imagem é perfeita, mas quando você quer ver o detalhe é simplesmente impossível.

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Ao longo dos últimos mêses, escrevi alguns textos a respeito da situação política brasileira: mensalão, cassação de mandato, pizzas no congresso, enfim diversos assuntos. Alguns enviei para os jornais. Alguns foram publicados naquela coluninha reservada aos leitores. Aqui reproduzirei todos os que ainda tiver guardado.

O PT, seu governo e “O retrato de Dorian Gray”

O PT e por conseqüência o governo e o país, passa por um momento muito delicado.
O partido vive o paradoxo de ser oposição a si mesmo. O Lula que discursa para a platéia nos eventos em que participa, não é o Lula que decide questões graves no Planalto; o Genoíno que dá entrevistas aos jornalistas esclarecendo posições de sua bancada e do próprio governo, não é o mesmo que articula as votações no plenário; o sr. José Dirceu, passa a sensação para o público de que só está preocupado consigo mesmo e com suas idéias. Aliás o que mais o PT tem feito é apaixonar-se diuturnamente por seus discursos. O PT se basta e se alimenta de suas idéias, num processo autofágico. Se tivesse que descrever o PT em uma metáfora, diria que ele é o “Retrato de Dorian Gray”. Para manter sua beleza aparente ele negociou sua alma e obtém resultados surpreendentes nas pesquisas de opinião pública. Quando sozinho no quarto, olhando seu quadro, pode observar a verdade crua de sua face. Isso o leva a arrepios de horror. Para manter sua pose, e aplacar sua culpa, desqualifica aqueles que percebem o pacto realizado e estranham esta “beleza e juventude eterna” criando fatos, plantando boatos, por vezes se descontrolando e fazendo ameaças, enfim mostrando sua mente doentia.
Quem já leu a estória de Oscar Wilde “O retrato de Dorian Gray”, não pode deixar de observar semelhanças entre o personagem da estória e o PT governo. Tal como o protagonista do conto, o PT se apaixona pelo seu quadro, bonito, jovem e anseia manter-se assim eternamente, não economizando esforços para obter esse resultado. O quadro está escondido, e apenas na calada da noite, enquanto todos dormem, tomam coragem de observar a pintura para observar o quanto a imagem que transparece ao público se distancia da imagem real que o quadro apresenta. Obviamente, esse feitiço tem um preço alto. Para manter essa aparência e desacreditar aqueles que já perceberam o engodo, lançam mão de todas as estratégias, desde a desqualificação dos que denunciam o estratagema, até ameaças de censura. É proibido falar sobre o quadro; é proibido reconhecer sua existência; é proibido perceber que há algo errado. Aliás não há nada errado, e todas as críticas não passam de incapacidade da oposição lidar com “a perda do poder”. A propaganda mostrando a beleza do governo, alimenta o sonho da nação no seu futuro promissor mas a verdade que se esconde na pintura não deixa o governo dormir diante do remorso pelo engodo. Mas a vaidade é maior que a razão e o simulacro continua. Isso gera crises de consciência e necessidades cada vez maiores de cooptação daqueles que já descobriram a verdade. Em momentos críticos gera insegurança, o que leva alguns, descontrolando-se, falar coisas que em sã consciência não falariam. Daí novamente a necessidade de lançar uma cortina de fumaça contra o quadro. O PT e o seu governo chegou a um ponto que não são capazes de reconhecer sua própria imagem. Não resta mais nada, nem a vergonha!

O próximo comentário foi publicado no fórum do Estadão na internet em 20/03/2006. Fala sobre a "Dança da pizza" estrelada pela deputada Angela Guadagnin do PT.


Não se faça de vítima
A sra. deputada está bem adestrada nos trejeitos e dissimulações petistas, afinal é moda entre a maioria de seus integrantes, torcer a realidade para adequá-la a seus interesses. Assim foi com o Genoíno, Zé Dirceu, Palocci, apenas para citar os mais graduados. Sempre a mesma ladainha: "a culpa é da imprensa..., não há provas..., há uma conspiração contra o governo... etc e tal". Nunca eles próprios eram responsáveis pelos problemas que estavam enfrentando. No caso da infeliz deputada Angela Guadagnin, a "perseguição" a ela não deve-se ao fato de haver tripudiado a nação inteira com seu gesto acintoso no plenário após a absolvição do seu colega de partido, mas sim, pelo fato de "ser mulher, gorda, ter cabelos brancos e não pintá-los, ser do PT e buscar fazer justiça". A digna deputada, não bastando ter nos "agredido" ainda nos chama de imbecis! Haja paciência com esse partido!


O próximo texto escrevi quando o José Dirceu ainda era alguma coisa no governo, e em uma entrevista falou que o PSDB era insolente. Nesta ocasião a Dna. Marta ainda era candidata a reeleição à Prefeitura de SP.


JOSÉ DIRCEU E A “INSOLÊNCIA TUCANA”


É grave a situação em que nos encontramos cidadãos, reféns que estamos da ambição de poder a qualquer preço dos comandantes do PT no governo. Insolência no dicionário petista, é traduzido como toda e qualquer posição diferente daquela defendida por eles. O patrulhamento ideológico feito pelos petistas em sua grande maioria, chega em alguns casos a padrões da Gestapo, com intimidações físicas, haja visto os acontecimentos noticiados pela imprensa com o candidato José Serra na zona leste de São Paulo, e até comigo, ao expressar em conversa particular com amigo enquanto caminhava pela rua, minha preferência por um candidato diferente da petista, e um pedestre que passava no momento, tendo ouvido minha intenção de voto, desfiou uma lista de imprecações contra mim, quase me agredindo físicamente. O que quero dizer com tudo isso é que o PT tem o poder de desagregar. As discussões políticas que devem ocorrer no campo das idéias, na falta de argumentação inteligente, para o PT serve a argumentação da força física mesmo, pois o que importa é vencer, não importando a que preço. Todas as manifestações que surgem nos jornais e tvs por parte dos petistas, possuem subliminarmente mensagens de agressividade, intimidatórias, desqualificando a pessoa ou a idéia ou propondo o controle ideológico (LULA convoca prefeitos eleitos pelo PT no Brasil a ajudar Marta! será que é para fazer número e inspirar medo?), em especial quando os interlocutores são ou o Sr. José Dirceu ou Dona Marta, que parecem ser os campeões de intimidação e ameaças. Neste texto não se trata de julgamento de pessoas, e sim, percepção. A fala do José Dirceu e da Dona Marta, soa aos meus ouvidos como ameaças, e isso em minha opinião acaba passando para toda a militância do partido. Outro fato interessante é que sempre que candidatos do PT se expressam sobre suas intenções de governo, assumem uma posição como os "Grandes Pais" que irão cuidar de seus rebentos, dando-lhes proteção, alimento, cuidando quando estiverem doentes, etc, ou seja tratando-nos como se fossemos patetas que não sabem como se virar no dia a dia, e o partido por ser bonzinho fará isso por eles. Não percebem que na posição de chefes do executivo, são na realidade subordinados ao povo, e como chefes o povo não pede favores, e sim exige desempenho, o que muitas vezes fica relegado a segundo plano. Exemplo claro disso para mim foi quando a respeito das obras na Av. Rebouças, um morador da região, reclamando do que estava sendo feito, a Prefeita Marta retruca ao jornalista, que aquela opinião do morador era irrelevante! Isso sim é insolência. Se ela fosse funcionária de minha empresa, estava demitida na hora, pois julgar a opinião de seu principal cliente irrelevante, é não saber o que está fazendo lá.
MANIQUEÍSMO PETISTA


Dia após dia o PT mostra-nos sua face de maniqueu. Seus membros (não todos, mas muitos deles), julgam-se acima do bem ou do mal, e subliminarmente demonstram sua intenção de serem percebidos como a personificação da verdade. Esperam que nós messianicamente os sigamos, pela fé. Talvez pretendam que a imagem de “seguir a estrela”, pelo grande poder que essa figura tem em nossa fé Cristã, nos embote o raciocínio, fazendo com que confundamos um simples partido político com a Boa Nova do nascimento do Salvador. Seria isso uma torpe tentativa de engodo ideológico? Colocar a estrela do PT nos jardins do Alvorada é uma afronta ao poder executivo constituído, uma vez que ele não representa o PT mas sim o Brasil, o povo brasileiro. Se existe alguém no governo que tenha por função analisar previamente ações, frases e sua repercussão junto à população em geral, essa pessoa não tem estado atenta ultimamente, ou isso tem sido feito com a intenção deliberada de gerar polêmica! Como diria um adolescente “foi mal” no primeiro encontro do nosso presidente recém eleito, com o presidente americano, ostentar um botom do PT, ao invés da bandeira brasileira!
A constante recusa em elucidar o esgoto do Waldogate e da morte do prefeito Celso Daniel, alegando sempre “desestabilização” “golpismo” e outros que tais, é outra demonstração de poder. Parece fazer parte do perfil dos governos, dizer uma coisa e agir de outra. Isso para mim só se explica (no caso do PT) como uma confissão “somos sim iguais a todos que criticávamos”, ou, completo desconhecimento do que é ou não possível de se fazer na Presidência. É a velha dicotomia das esquerdas retrógradas brasileiras: “Companheiros já conquistamos o poder; agora alguém pode nos dizer o que fazemos com ele?”

Outro infeliz exemplo de cegueira e surdez causada pelo poder (o rei está nu), é a frase da prefeita de São Paulo, Sra. Marta Favre no O Estado de SP de 17/04 último: “Críticas do povo da Rebouças são bobagens”. Realmente acredito que ela ache isso mesmo, pois adequa-se ao perfil predominante do petista: “só minha forma de pensar está correta, e o meu ego é enorme!” A Sra. prefeita, reduz uma questão que afeta milhares de cidadãos a uma discussão caseira, tal como se estivesse redecorando o jardim de sua casa e desqualifica a opinião dos cidadãos como se fossemos um bando de néscios. Isso se chama desrespeito. Só falta sair com o dedo em riste perguntando: “sabem com quem estão falando?”.

terça-feira, 27 de junho de 2006



Ah meu Deus do céu! Ganhamos mais uma, mas sofremos muito. Agora teremos novamente a França pela frente. Gostaria de ter certeza da vitória... mas... daí não precisava ter jogo certo?

Deu em todos os jornais, algo mais ou menos assim: "Polícia de São Paulo mata 13 membros do PCC."

Parabéns à polícia de SP pelo trabalho de inteligência. Só espero que não venham os "defensores dos direitos humanos" reclamando que a ação foi violenta e pedir a abertura de processo contra os policiais que atuaram no episódio.
Fico assustado com a quantidade de piadas que surgem a todo o instante sobre o Presidente Lula. Não pelas piadas em si, mas porque ele dá os motivos para que a figura Presidencial, torne-se algo fútil. Não acho que o presidente (de qualquer partido) seja um deus, mas não pode agir e falar em público como se estivesse em uma conversa no botequim da esquina, afinal ele (o presidente) está representando uma nação. Abaixo uma das inúmeras frases do Sr. Lula publicada nos jornais do país todo:
"... a galega (a primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva) engravidou logo
no primeiro dia, porque pernambucano não deixa por menos".
Na Fenadoce, em Pelotas, 17/06/2003.

Pior é a prepotência do Presidente, quando acintosamente ignora a determinação do TSE e decide manter o aumento aos funcionários públicos federais (nada contra os funcionários públicos) , medida claramente eleitoreira.

domingo, 25 de junho de 2006


Para um país dito de 1º mundo, a atitude dos jogadores da Holanda na partida disputada hoje contra Portugal pelas oitavas da copa do mundo de 2006 foi uma vergonha. Não era preciso um juiz durante o jogo, e sim policiais, tropa de choque e tudo. Parabéns Felipão e jogadores de Portugal. Embora o jogo não tenha sido bonito, a garra dos portugueses foi invejável.